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Lugares saudáveis, pessoas saudáveis

lugares saudáveis

Recentes pesquisas revelam que um número significativo de residentes nas grandes cidades brasileiras enfrenta barreiras para ter um estilo de vida mais ativo e saudável. Isto se deve principalmente pelos padrões urbanísticos ultrapassados do uso da terra adotados em nossas cidades. A inexistência de um planejamento urbano moderno torna difícil o incentivo para que as pessoas façam caminhadas, ciclismo, e tenham oportunidades de convívio com outros membros de suas comunidades. Apesar de vivermos em um pais de maioria jovem, 52 por cento dos entrevistados da pesquisa disseram que as áreas de lazer são muito longe para que eles irem caminhando, e 42 por cento disseram que as ciclovias em suas comunidades são insuficientes. Além disso, 34 por cento disseram que suas comunidades carecem de lugares saudáveis, como espaços ao ar livre para o exercício.

O estudo identificou que residentes de baixa renda são os mais susceptíveis de sofrer estas barreiras e sentir uma sensação de insatisfação com suas comunidades. Quase metade (49 por cento) relata que seus bairros não tinham espaços recreativos ao ar livre (em comparação com 31 por cento dos entrevistados de renda mais elevada), enquanto 54 por cento disseram que mais ciclovias são necessários em suas comunidades.

O mais interessante e que deveria ser motivo para nossos gestores públicos prestarem atenção é o fato de que, 52 por cento dos entrevistados disseram que preferem viver em um lugar onde não seria necessário usar um carro muitas vezes. Além de um estilo de vida de carro opcional, outros atributos muito valorizados na hora de escolher um lugar para morar seriam: a qualidade do ambiente (87 por cento), o acesso a alimentos saudáveis (79 por cento), espaços verdes (64 por cento), e acessibilidade (58 por cento).

Estas pesquisas deixam evidente que há uma discrepância significativa no que as pessoas desejam e sua realidade cotidiana.

Estes resultados podem servir como um alerta e um guia para como devemos projetar o futuro das cidades e o consequente desenvolvimento urbano, pensando o uso da terra como ferramenta para melhorar os resultados da saúde de todos, independentemente da renda, idade ou etnia.

Os dados coletados nas pesquisas fornecem uma visão única que pode ajudar a orientar os gestores públicos a legislarem sobre o uso da terra de forma mais atual, pois certamente isto trará impactos positivos na saúde das gerações vindouras.

Sabemos que ter boa saúde vai bem além de visitas a um consultório médico. Ela é muito influenciada por nosso meio ambiente e as condições que enfrentamos diariamente.

Atender estes anseios pode tornar as nossas cidades, vilas e bairros mais habitáveis, lugares saudáveis, economicamente competitivos e sustentáveis para as gerações futuras.

(Por Adamy Empreendimentos)

14/12/2015 | Postado em

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